Na terça-feira (1), a Justiça Eleitoral do Pará impugnou uma pesquisa para prefeito de Xinguara feita pelo Instituto Destak. A Justiça entendeu que o levantamento apresentava várias falhas que comprometem a confiança e a transparência dos dados apresentados. O levantamento em questão havia sido registrado com o número PA-08648/2024.
A Justiça constatou que a pesquisa incluía respostas pré-definidas em perguntas espontâneas, o que distorce a essência desse tipo de levantamento, já que impede a livre expressão do pensamento e preferências do eleitor. As práticas não apenas violam o princípio da livre escolha, mas também buscam manipular a opinião pública, alterando a percepção do eleitor e os resultados da pesquisa, o que pode prejudicar o processo democrático.
A justiça também entendeu que faltou clareza sobre a origem dos recursos utilizados para financiar a pesquisa, o que levanta preocupações adicionais sobre a transparência e a ética do levantamento. Com a decisão, fica impedida toda e qualquer divulgação da pesquisa sob pena de multa diária de R$ 10 mil, em caso de descumprimento.
As pesquisas feitas pelo Instituto Destak têm apontado a liderança do candidato emedebista Osvaldinho Assunção na preferência popular. A impugnação da pesquisa e a constatação de tantos problemas no processamento dos dados põe em xeque a lisura dos resultados apresentados até aqui.